Esse ciclo se repete a tempo demais.
A melhor metáfora que me surge agora sobre esse processo todo é a seguinte: Imagine um elástico que é sucessivamente esticado e relaxado, sem parar, vai chegar um momento que o tal elástico vai perder a sua principal propriedade: a elasticidade.
É bem isso que aconteceu comigo. Tanto fui e voltei que agora meu maior desejo é ficar parado. Eu em meu lugar. Simples.a
O problema é que muitas vezes eu acho que meu lugar, minha natureza, é exatamente a natureza da elasticidade, do ciclo eterno, da repetição vulgar e burra.
O que é essa tal de 'minha natureza' ???
Existe isso mesmo ou será apenas uma criação minha pra me esquivar das mudanças? Às vezes eu acho que não existe nada detertminado, assim como isso de 'minha natureza'. Acho que é tudo questão de escolha. Sendo escolha, pode ser tudo mudado, basta escolher uma outra coisa, um outro jeito.
E o que isso importa?
Importa que, sabendo disso, ninguém é obrigado a aceitar as coisas como elas estão. Nem mesmo as coisas internas, nem mesmo as escolhas que agente mesmo faz. Porque muitas vezes agente se proíbe de mudar nossa própria escolha, pela falsa imagem de que quem muda de escolha não sabe o que faz. Pura besteira. Não sabe o que faz é quem não muda nunca. Quem segue os passos em prol de uma falsa imagem de 'pessoa decidida que não volta atraz'. Esses tem tudo pra serem infelizes.
Porque?
Simplesmente porque as primeiras escolhas que fazemos, geralmente são imaturas. Se você insistir em levar em frente suas primeiras escolhas, vai consequentemente escolher coisas ainda num período onde você ainda não sabe direito das coisas. Tudo bem, agente nunca sabe direito das coisas, concordo. Mas temos que admitir que o tempo é um grande professor e que, com 30 anos, você tem mais bagagem pra escolher as coisas certas, do que com 15 anos. É uma questão lógica.
E daí?
E daí que é isso mesmo, ninguem sabe de nada, tamos ai pra aprender alguma coisa, se possível..
Não existem conclusões, nem aqui nem em lugar nenhum. Se alguem surgir com alguma conclusão: desconfie. Concluindo: Não existem conclusões.