A viagem psicodélica não tem limites. Nenhum tipo de limite. As repetições, os padrões, as variações, a unicidade, as relações e inter-relações, as redes de idéias e pensamentos, slideshows infinitos de imagens quase aleatórias, a imaginação, o sonho, a viagem, as conclusões, complicações, simplificações, resumos, intuições, a natureza, a energia, a loucura, a inutilidade, o vazio, as cores o tempo, tons, sons, melodias e ritmos, loopings, o acaso, texturas, formas, os cheiros, sabores. As luzes, sombras, profundidades, perspectivas, os pontos de vista, a vista limpa e clara, a realidade, o espaço, o agora, os símbolos, as compreensões, interpretações, a falta de qualquer sentido, o nada, tudo isso ao mesmo tempo, enquanto dure, infinito, os brilhos, reflexos, misturas, as velocidades, as cidades, os mundos, os séculos, os segundos, o raso e o profundo, o universo, os versos, as estrelas, tudo está envolvido no psicodélico, qualquer caleidoscópio ou trance pode provar isso. Psicodelismo é um modo de interagir e entender, consigo mesmo e com o mundo ao seu redor, muito mais que drogas, som, filosofia, religião, teorias, psicodelismo é vida. E também é morte. É uma bússola perdida que nunca aponta para o norte. É a fraqueza do fraco e a força do forte.
(2004)